segunda-feira, 9 de julho de 2012

Poema Negro

                                                          "A Um Poeta Morto que de Amor
Viveu a vida e de Amor Morreu em Dores..."
...Ao Nosso querido Alvares de Azevedo...



   Ao Longe vem tão feroz

O Semblante desalento

Tão escuro e frio

Desaparece dentre as neblinas 

Da insana Madrugada.

Vem feroz e desalmada

Sem medo traça sobre o chão o

Manto sanguinária

Vem ela, tão sombria como a noite

Vem Ela, entorpecendo suas vitimas

É Ela, Mulher sem face e Coração

De mão secas e sombria

É Ela, Maldito nome seja

Persegue como presa

A Alma Obsoleta

Que queres Monstro?

Não vê que já não tenho o que procuras?

Que Queres Monstro?

Não vê que a cada dia perco o que tu queres?

Vai-te, Não serás por ti que também partirei

Não serás por ti que também vivereis

Afasta-te de mim, cujo nome é morte

E deixe-me assim como as minhas lagrimas 

Que fogem dos meus olhos sem saber seu destino

Vai-te e deixe-me na frieza de meu peito

Junto ao leito que me cobres da terra fria

Só assim, no desalento, repousarei na cova de Meu Ser.


Renan Rodrigues

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