"A Um Poeta Morto que de Amor
Viveu a vida e de Amor Morreu em Dores..."
...Ao Nosso querido Alvares de Azevedo...
Ao Longe vem tão feroz
O Semblante desalento
Tão escuro e frio
Desaparece dentre as neblinas
Da insana Madrugada.
Vem feroz e desalmada
Sem medo traça sobre o chão o
Manto sanguinária
Vem ela, tão sombria como a noite
Vem Ela, entorpecendo suas vitimas
É Ela, Mulher sem face e Coração
De mão secas e sombria
É Ela, Maldito nome seja
Persegue como presa
A Alma Obsoleta
Que queres Monstro?
Não vê que já não tenho o que procuras?
Que Queres Monstro?
Não vê que a cada dia perco o que tu queres?
Vai-te, Não serás por ti que também partirei
Não serás por ti que também vivereis
Afasta-te de mim, cujo nome é morte
E deixe-me assim como as minhas lagrimas
Que fogem dos meus olhos sem saber seu destino
Vai-te e deixe-me na frieza de meu peito
Junto ao leito que me cobres da terra fria
Só assim, no desalento, repousarei na cova de Meu Ser.
Renan Rodrigues
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